Estima-se que entre 20% e 30% das crianças em idade pré-escolar tenham alguma dificuldade de sono — e que a maioria desses casos seja funcional, relacionada a hábitos, e não a doença. A boa notícia é que hábitos podem ser mudados. A má notícia é que mudá-los exige consistência e, às vezes, alguma resistência inicial.

O que é higiene do sono?

Higiene do sono é o conjunto de práticas e condições ambientais que favorecem um sono de qualidade. Para crianças, isso inclui:

A rotina noturna: por que funciona?

O cérebro infantil responde fortemente a previsibilidade. Uma rotina consistente — banho, pijama, escovação dos dentes, leitura, apagar a luz — funciona como um "sinal" para o sistema nervoso de que é hora de desacelerar. Pesquisas mostram que crianças com rotinas noturnas bem estabelecidas dormem mais rápido, acordam menos à noite e apresentam melhor humor e atenção durante o dia.

A rotina não precisa durar mais de 20 a 30 minutos. O que importa é a sequência ser a mesma todas as noites.

Quantidade de sono por faixa etária

Segundo a American Academy of Sleep Medicine — referência adotada pela SBP —, a necessidade de sono varia com a idade:

Telas e sono: o que a ciência diz

A luz azul emitida por celulares, tablets e TVs suprime a produção de melatonina — o hormônio que prepara o corpo para dormir. Mas o problema das telas vai além da luz: o conteúdo estimulante (vídeos rápidos, jogos) mantém o cérebro em estado de alerta. A SBP recomenda ausência de telas pelo menos 1 hora antes de dormir para crianças de todas as idades.

Quando dificuldade de sono merece avaliação médica?

A maioria dos problemas de sono melhora com ajuste de hábitos. Mas alguns sinais merecem avaliação pelo pediatra:


Fontes consultadas: