Psiquiatria Infantil · Salvador, BA
Avaliação especializada do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) para crianças e adolescentes. Diagnóstico baseado em escalas validadas e manejo individualizado — com ou sem medicação.
O TDAH se manifesta de formas diferentes conforme a idade. Os sinais abaixo podem indicar necessidade de avaliação — mas somente uma consulta especializada pode confirmar o diagnóstico.
⚠️ A presença destes sinais não confirma o diagnóstico de TDAH. Ansiedade, privação de sono e dificuldades de aprendizado podem causar sintomas semelhantes.
Toda criança pode ser agitada ou desatenta em algum momento. A diferença está na intensidade, na frequência e no impacto na vida escolar e familiar.
O diagnóstico de TDAH é clínico — não existe exame de sangue, tomografia ou eletroencefalograma que confirme o transtorno. A avaliação combina múltiplas fontes de informação para garantir precisão.
O que acontece na consulta:
Anamnese detalhada com pais ou responsáveis sobre desenvolvimento, histórico escolar e comportamento em casa. Aplicação das escalas SNAP-IV e Vanderbilt ADHD (respondidas por pais e professores separadamente). Avaliação de comorbidades frequentes: ansiedade, dislexia, TEA e transtornos de sono.
Plano de manejo individualizado:
O tratamento pode incluir psicoeducação (orientar família e escola), intervenções comportamentais, adaptações curriculares documentadas em carta para a escola e, quando indicada, medicação. O metilfenidato (Ritalina, Concerta) e a lisdexanfetamina (Venvanse) são seguros e amplamente estudados quando prescritos e monitorados corretamente.
O diagnóstico formal costuma ser feito a partir dos 6 anos, quando é possível avaliar o impacto escolar com mais clareza. Sinais precoces podem aparecer antes dos 4 anos, mas o diagnóstico nessa faixa exige cautela para não confundir com comportamento típico do desenvolvimento.
Não. Agitação e desatenção têm muitas causas: sono inadequado, ansiedade, problemas familiares ou temperamento ativo. O TDAH exige que os sintomas estejam presentes em pelo menos dois ambientes (casa e escola), há mais de 6 meses, causando prejuízo funcional real.
Depende da gravidade. Para TDAH leve, intervenções comportamentais e suporte escolar podem ser suficientes. Para formas moderadas e graves — especialmente quando afetam o aprendizado e as relações sociais — a medicação é eficaz e segura quando prescrita corretamente. A decisão é sempre tomada junto com a família.
Estudos mostram que crianças tratadas com medicação para TDAH têm menor risco de desenvolver dependência química na adolescência do que crianças com TDAH não tratado. O uso terapêutico, com doses adequadas e monitoramento médico, é seguro.
Sem tratamento, o TDAH pode impactar significativamente o desempenho escolar, a autoestima e as relações. Com diagnóstico precoce, adaptações escolares e tratamento adequado, a maioria das crianças com TDAH tem desempenho acadêmico equivalente ao de seus pares e alcança seus objetivos profissionais.
Atendimento presencial na Av. Luís Viana Filho (Paralela), Salvador — ou por telemedicina para qualquer cidade do Brasil. Agenda disponível às quartas-feiras.